Ultramaratonista douradense irá participar de competição no Paraná

Para sua participação nesta próxima etapa no Paraná, Silva vem realizando vários desafios

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Ultramaratonista douradense irá participar de competição no Paraná
Anízio Silva

Pioneiro na modalidade em Dourados, o ultramaratonista Anízio Silva embarca para o estado do Paraná na próxima quinta-feira, (08), juntamente com seu companheiro de equipe Itamar Viana, onde juntos vão participar da ultramaratona que será realizada no próximo sábado, (10) na cidade de Almirante Tamandaré-PR, a largada será as 20h00min com término marcado para as 08h00min totalizando 12 horas de prova.

Em dezembro de 2015, Anízio participou no mesmo município onde foi campeão em sua categoria fazendo a marca de 93.800 m em 12 horas. Em 2014, correu em Santa Maria no Rio Grande do Sul chegando em primeiro lugar de sua categoria 40-44 anos percorrendo 130 Km em 24 horas. Já em março deste ano, correu em assunção no país vizinho e também foi campeão na categoria com a marca de 98 km e 800 metros.

DEDICAÇÃO NÃO FALTA!

Para sua participação nesta próxima etapa no Paraná, Silva vem realizando vários desafios, como por exemplo, correndo entre Dourados e Caarapó, Dourados à Rio Brilhante e dobrou a maratona de fogo em uma ida e volta á Fátima do Sul.

QUASE UM HOMEM DE FERRO;

Retornando da ultramaratona, Anízio já garantiu vaga em um evento em que ele mesmo estará realizando em Dourados, a ULTRAMARATONA SOLIDÁRIA, organização esta para arrecadar alimentos em prol da comunidade Santa Elias do Parque das Nações 01 o inicio esta marcado para as 07h00min do dia 17 de dezembro. O percurso será em volta da própria igreja ao lado da Escola Estadual Tancredo Neves. Para participar, basta comparecer, dar uma caminhada, conhecer o projeto e fazer as doações de alimentos não perecíveis.

O QUE É ULTRAMARATONA?

É qualquer corrida que seja a pé com distância superior à da maratona, 42.195 m. Apesar de praticada em muitos países e contar com uma associação internacional, a modalidade não tem regras específicas. Cada ultra, como é chamada, determina sua própria distância – as mais comuns são de 50 km e 100 km. Os pisos percorridos também variam bastante. Pode ser asfalto, terra, trilha ou tudo isso e mais um pouco. Na maioria das provas, o cronômetro é contínuo da largada à chegada, ou seja, a corrida não para. Em outras, o atleta cobre um trecho por dia. Há também competições contra o relógio: o vencedor é quem fizer a maior distância em um determinado tempo.

As provas podem superar com folga 30 horas de duração, então cada atleta leva uma minicasa consigo: comida, água e medicamentos são fundamentais. Em algumas competições, tudo isso deve caber em uma mochila nas costas. Em outras, uma equipe de apoio o acompanha em um carro. É normal ver os assistentes correrem ao lado do corredor, cuidando da sua condição física

NÃO É PRA QUALQUE UM;

Há uma série de restrições para participar de uma ultramaratona. Primeiro, é preciso estar em dia com o corpo e apresentar uma série de exames médicos. Segundo, é necessário ser convidado pela direção da prova ou, para os menos experientes, entregar um currículo esportivo que prove a capacidade de concluir o percurso

ENDORFINA;

O desgaste é extremo, mas nem sempre é preciso ser um superatleta para completar uma ultra. A maioria dos competidores está na faixa dos 40 anos. Muitos dos atletas participavam, anteriormente, de grandes peregrinações. Tem também o fator felicidade, comum entre corredores em geral. A liberação do hormônio endorfina durante a corrida dá a sensação de euforia, levando a pessoa a seguir em frente

NÃO É PRA QUALQUER UM MESMO!

Sem grana não se vai a lugar algum. Os gastos já começam com a preparação física meses antes da corrida. Coloquem na conta os custos com passagens aéreas e hospedagem no local da prova para o atleta e toda a equipe, além da taxa de inscrição, que não costuma ser barato. Para complicar, a maioria das provas não oferece prêmios em dinheiro.

PEDRAS NO CAMINHO;

No calor intenso, os atletas sofrem com tonturas, desidratação e alucinações. A fadiga pode provocar náuseas e vômitos, além de câimbras e lesões musculares. Sem falar nas bolhas de sangue nos pés, que em algum momento infernizarão a vida dos corredores. E ainda há a variação de temperatura, pois há períodos de corrida intensa no calor e de descanso no frio da noite. Ou seja, os competidores podem sofrer hipotermia.

REALMENTE NÃO É PRA QUALQUER UM.

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