Jovem usa maquiagem para divulgar animais do Brasil e do mundo

Projeto tem um ano e já retratou de insetos a mamíferos; iniciativa pretende quebrar mitos

Foto: Natalia Giovanna Rezende/Acervo Pessoal
Jovem usa maquiagem para divulgar animais do Brasil e do mundo
Urubu-rei, a espécie de urubu mais colorida do Brasil, foi homenageada com a maquiagem da estudante de biologia

O “Make com Bio” começou há pouco mais de um ano, momento em que a estudante partia para o quinto semestre do curso de biologia na Universidade Estadual do Piauí. A garota, nascida em São Paulo, se mudou para o Nordeste com a aprovação na faculdade, buscando mais contato com a natureza.

Mas, mesmo envolto pelo meio ambiente, o projeto de Natalia surgiu de um incômodo. “Tive contato com pessoas que acreditavam em inverdades sobre diversas espécies de animais e não tinham consciência de que eles também são importantes para nós e que alguns sequer nos causam mal”, afirma a estudante.

Processo da maquiagem para representação da aranha viúva-negra feita pela estudante — Foto: Natalia Giovanna Rezende/Acervo Pessoal

Usando como referências as características físicas dos animais e analisando formas de dar ênfase aos detalhes mais chamativos deles, a garota decidiu apresentar aos seguidores espécies que não são populares ou mesmo as que são populares, mas vítimas da desinformação. A primeira a ser representada foi a Morpho menelaus, uma borboleta azul. “Recebi um retorno muito bom e todos amaram a ideia”, conta Natalia Giovanna.

: Natalia Giovanna Rezende/Acervo Pessoal

As pinturas no rosto se misturam às montagens feitas virtualmente para incorporar as espécies nas fotos. A divulgação de informações sobre os animais retratados são ainda um forte do projeto. Utilizando este formato, cobras-corais, araras-azuis, abelhas, pererecas, tubarões e até o mais colorido urubu do Brasil ganharam espaço no rosto da estudante e nas mentes dos seguidores.

“Recebo alguns feedbacks de pessoas falando que não sabiam da existência de uma espécie ou não imaginavam que o animal que lhe causava medo não poderia lhe causar mal algum. Além desses, recebo também retorno de estudantes do ensino médio que falam que eu os inspiro a seguir a carreira do biólogo”, já comemora a criadora do projeto.

 
 

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