Influenciadora digital aos 65 anos, fala de autoestima 'para mulheres maduras' no Instagram

Com quase 87 mil seguidores, Sidney Volpe posta sobre moda e comportamento, e conta que "se corresponde" com as seguidoras, à moda antiga, mas por direct.

Empresária na área de moda há mais de 30 anos em Campo Grande, as roupas que usa nas fotos são dela e, embora sejam de grifes internacionais como Chanel e Versace, ela não costuma dizer a marca e nem faz posts publicitários. "A ideia é apenas mostrar o look mesmo". Sidney conta que não imaginava que faria sucesso em tão pouco tempo, mas preparou-se para isso:

"Tudo começou com uma brincadeira, postando fotos de coisas que eu via e achava interessantes. Depois, fiz cursos de mídias sociais e comecei a colocar em prática o que aprendi. Hoje a maior parte dos meus seguidores tem entre 24 e 34 anos, mas eles chamam as mães, dizem que elas precisam ver o que posto e fui percebendo que eu tinha, realmente, um público".

 

"Mulheres da minha idade estão nas redes sociais e querem seguir pessoas que falem com elas, fale de autoestima, de amor-próprio, alguém que não sinta vergonha da espontaneidade". Assim a influenciadora digital Sidney Volpe de 65 anos explica o sucesso que fez com que, hoje, divida sua rotina com 86,8 mil pessoas no Instagram. Postando seus looks, fotos de viagens e até dicas de como dobrar toalhas e vestidos, ela virou um fenômeno na rede social em poucos meses.

 

Sidney conta que começou como blogueira: "Em três meses o blog tinha 100 mil pessoas, mas eu estava em uma fase de muito trabalho e não tinha tempo de postar, logo depois o blog caiu de moda, e hoje com o Instagram isso tudo ficou bem mais fácil". Ela diz que não costuma comparar-se com outras influenciadoras, nem mesmo a diferença entre os looks: "Mulheres da minha idade não querem ver meninas magrinhas usando biquíni", declara.

Em um ambiente em que as opiniões não têm filtro, entre as inúmeras mensagens que recebe, ela diz que apenas uma crítica lhe marcou. "Uma pessoa comentou dizendo que eu era brega, aí eu fui ao perfil dela e respondi que ela era chique. Hoje é uma fiel seguidora", relata. "Acho que a diferença está no modo com que eu trato as pessoas, mesmo na rede social. Se dizem que estou fazendo errado, peço que me orientem, quero aprender. Não alimento o ódio de maneira alguma".

 

Ela ainda trabalha no comércio e, nas viagens, faz compras para a loja. Aprendeu com a mãe - que tem mais de 80 anos e também é personalidade conhecida em seu perfil - a gostar de moda, paixão que hoje divide com as seguidoras. Nos comentários, elogio por não ter receio de ser quem é na rede social. Para ela, esse deveria ser o espírito:

"A gente tem que ser feliz. Eu tenho 65 anos com muito orgulho e não tomo remédios, não tomo calmantes, não tenho depressão, sou alegre assim mesmo e acho que felicidade tem, sim, que vir de dentro. A gente precisa se amar, da maneira que for, e não ter vergonha de ser quem é", finaliza.


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