Parque aquático oferece riscos à saúde pública do estado

As principais doenças são micoses e fungos. A giardíase, por exemplo, é uma infecção intestinal causada por um parasita microscópico que pode provocar sintomas como cólicas abdominais, flatulência, náuseas e episódios de diarréia

Reprodução/Facebook
Parque aquático oferece riscos à saúde pública do estado
Aqua Park Fátima do Sul

Depois de seu fechamento para manutenções, o Aqua Park de Fátima do Sul retornou seu atendimento ao público no último sábado, (14). Mas pelo jeito as “manutenções” não resolveram muitas coisas, haja vista que houve muitas reclamações do local.

A Revista DaGente esteve presente no parque e constatou algumas falhas que vão desde o transtorno na entrada à riscos de saúde. Em primeiro momento não há organização nenhuma quanto às reservas de quiosques e isso fez com que os visitantes ficassem perdidos e desorientados, os “organizadores” quando questionados, não sabiam o que fazer. Porém, o que mais nos preocupou, foi a questão saúde. No local não há nenhuma avaliação médica, ou seja, simplesmente as pessoas chegam, entram e divide a mesma piscina com centenas de pessoas sem se quer passar por algumas observações, e como o parque recebe visitantes de várias cidades, este procedimento pode envolver um grande problema de sáude pública no estado. Conversamos com a enfermeira Gessica Freitas, que nos passou algumas informações dos riscos que estes usuários correm.

 “As principais doenças são micoses e fungos. A giardíase, por exemplo, é uma infecção intestinal causada por um parasita microscópico que pode provocar sintomas como cólicas abdominais, flatulência, náuseas e episódios de diarréia. Vírus e bactérias que provocam diarréia são fontes de contágios nestas piscinas.  As mais conhecidas são as infecções da epiderme, como micose ou furúnculos, mas também há riscos de infecções auditivas, oculares e intestinais. Freitas, chama a atenção para as Infecções transmissíveis como Hepatite A, Infecção que ataca o fígado causada pelo vírus HAV, onde seus principais sintomas são: febres altas, dores abdominais, náuseas, diarréias e amarelamento da pele. Como se não bastasse, transmissão de conjuntivite; Infecção intestinal; Pé de atleta; Micoses de unha ou da pele; Foliculite (infecção do pelo); Verrugas; Impetigo; Verminoses; Molusco contagioso e outros” Destacou Gessica.

De acordo com uma matéria publicada pelo Fátima Informa no dia 06/01/2017 (VEJA AQUI), a Prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado (PR) informou que; “Ao assumir a administração encontramos alguns problemas, nas instalações do Parque Aquático, que estavam colocando em risco a integridade física dos banhistas e frequentadores do local, vazamentos em encanamentos, motores elétricos danificados, azulejos soltos no interior da piscina e muita sujeira em banheiros, bar molhado e área externa do Parque. Vamos nos empenhar para melhorar e resolver a situação o quanto antes” Pelo jeito não havia pensando nas questões em que citamos acima.

Ainda sobre a publicação do Fátima Informa;

O secretário de Obras, Wagner Ponciano, disse, “É uma nova gestão e precisamos ser resolutivos, a prioridade é a população. Dentro de alguns dias vamos reabrir o parque para os usuários e melhorar a qualidade dos serviços. Temos uma equipe trabalhando, fizemos um mutirão para levantar a situação. Queremos reabrir o mais rápido possível”

(Pelo jeito esse mutirão não pensou nas questões de saúde e só se preocuparam em abrir o quanto antes para arrecadar fundos.) Reclamou um dos visitantes que não quis ser identificado.

Para quem deseja visitar o parque;

O passaporte para adulto tem o custo de R$ 20,00 para visitantes de outros municípios e de R$ 15,00, para moradores em Fátima do Sul, já a reserva de quiosque custará R$ 120,00, sendo que será expressamente proibida a entrada com bebidas. Horário de funcionamento é das 10hs às 18hs.

OBS: A cerveja (fininha) no interior do parque tem um valor taxado em R$ 4,00. Enquanto na cidade este mesmo produto pode ser encontrado a menos de R$ 2,00, mas como há um impedimento, os usuários são obrigados a gastarem mais se realmente desejarem consumir o produto.

Contrario do que noticiou um meio de comunicação da cidade, o que constatamos, é que, ainda não resolverem tudo e ainda falta muita coisa a se fazer. Principalmente quando se trata de saúde.

Comentários

  • Ge
    Ge 18/01/2017 01h01min

    Bom acho que deveriam então fazer esta pesquisa em todos os parques aquáticos não só o de Fátima do sul, pois estive em Maringá no Ody Parque e lá tbm ninguém faz avaliação nenhuma...ou seja isso é só p dar ibope e falar mal do parque dá cidade....Bjs de luz...

  • Ivete
    Ivete 16/01/2017 21h33min

    Nadia, explique melhor seu comentário... Vamos abrir um diálogo? O que exatamente você acredita que a matéria está tendenciando?

  • Marcelo Muniz
    Marcelo Muniz 16/01/2017 19h50min

    kkkkkkkkkkkk @Nadia "Jamais será problema de saúde pública do Estado, e sim do particular que frequenta" Nada ver seu comentário em. kkkk O problema será sim do "particular" a pessoa é quem vai ficar doente. Agora imagina centenas de pessoas ficando doente em várias regiões do estado, isto gera? Um caos na saúde pública do estado sim! Ahh então o local é privado? Sinceramente achava que era público. rsrs (Tem nada de tendenciosa.)

  • Nadia
    Nadia 16/01/2017 10h11min

    Matéria tendenciosa. Jamais será problema de saúde pública do Estado, e sim do particular que frequenta. E no mais, é normal a proibição de entrar com bebofas em locais privados, que geralmente cobram mais caro por elas. Não ha nada de irregular.

    Tiago
    Tiago 17/01/2017 14h11min

    É de responsabilidade do município sim.