Palestras abordam produção agrícola, tributação e comportamento

Segundo Narita, a técnica de usar as mudas altas, com 1,6 metros, é recomendada para evitar a contaminação das plantas

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Palestras abordam produção agrícola, tributação e comportamento
Palestras abordam produção agrícola, tributação e comportamento

O primeiro dia da  53ª Expoagro trouxe palestras de temas que podem auxiliar o produtor rural na gestão de sua propriedade. Informações que vão desde a fruticultura, tributação e aspectos comportamentais foram debatidos em palestra nesta sexta-feira (12), no evento que segue até o dia 21, no Parque de Exposições João Humberto de Carvalho.

Durante a palestra realizada pela  Agraer – Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural e Sindicato Rural de Dourados, com o pesquisador da APTA (Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio) Regional da Alta Sorocabana, Nobuyoshi Narita, os participantes conheceram sobre o plantio de maracujá, especialmente com o uso de mudas altas. Segundo Narita, a técnica de usar as mudas altas, com 1,6 metros, é recomendada para evitar a contaminação das plantas pelo Cowpea aphid-borne mosaic vírus (CABMV) e produzir a fruta nos meses de dezembro a março, época de melhores preços da fruta no mercado.

O pesquisador afirma que a técnica consiste em produzir mudas de maracujá de maneira protegida, em estufas, permitindo alto porte para plantio, ao contrário do sistema tradicional onde as mudas são plantadas no campo com apenas 30 centímetros, entre março a abril. “No sistema tradicional, esse período - de março a abril - coincide com o de produção da safra anterior, ocasionando a infecção precoce com o CABMV e em queda de produção e qualidade do fruto”, disse.

Quem participou da palestra Tributação no Agronegócio, conduzida pelo advogado Leonardo Furtado Loubet, entendeu um pouco mais sobre os tributos obrigatórios do meio rural. O advogado que é especialista e mestre em Direito Tributário pela PUC/SP, .professor de Graduação e Pós-Graduação na UCDB listou os principais tributos como Imposto de Renda para Pessoa Física e Pessoa Jurídica, o Imposto Territorial Rural (ITR), o Funrural, além das contribuições para o Incra, Senar e CNA.

No mesmo dia, a psicóloga Milena Miliorini abordou sobre como a psicologia pode colaborar nas relações de trabalho no agronegócio. “O objetivo foi trazer um pouco mais de conhecimento de como o profissional da Psicologia pode contribuir no dia a dia, nas relações de trabalho, ou mesmo colaborando para que o produtor rural ou empresário encontre caminhos para solucionar problemas ou potencializar seu trabalho”, disse Milena. A psicóloga exemplificou ainda sobre sua atuação dna colaboração de vários segmentos, através de ferramentas como recrutamento e seleção de funcionários e mesmo no treinamento e desenvolvimento dos colaboradores.

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