Marido vai morar em casa de repouso pra cuidar da esposa com Alzheimer

“Eles nunca se separaram”, diz Genece McChesney, um de seus nove filhos

Jack e Gerry Eccles - Foto: arquivo pessoal
Marido vai morar em casa de repouso pra cuidar da esposa com Alzheimer

“Eu quero ficar com ela. Ela cuidou de mim por 70 anos e agora é a minha vez ”. A frase é do marido que se mudou para uma casa de repouso pra cuidar da mulher dele, que tem Alzheimer.

Jack e Gerry Eccles completaram 70 anos de casados em julho, junto com a família, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Jack tomou a decisão de ir morar com Gerry quando as casas de saúde começaram a impedir a entrada de visitantes por causa da pandemia.

O Jack Eccles, que tem 93 anos, é pastor batista e desde então permanece trancado na casa de repouso.

Ele só tem permissão para ir ao quarto de Gerry, onde a alimenta e às vezes para ir ao saguão ver os integrantes da família pelas janelas.

Hillcrest parece uma prisão, diz o marido, mas ele afirma que não vai se mudar e deixar Gerry até que o lar seja reaberto para visitantes.

Bom para os dois

Os médicos acreditam que a interrupção das rotinas e o desaparecimento de rostos familiares em muitos casos levaram ao declínio da saúde dos residentes de asilos.

“Existem consequências para a saúde pública de solidão, isolamento e perda de conexão com uma pessoa amada que podem ser igualmente devastadoras” como Covid-19, disse Lisa Gwyther, professora associada da Duke University School of Medicine.

Ela disse que para quem tem demência, “o maior medo é o medo do abandono em um mundo que não faz sentido”.

Jack e o resto de sua família dizem acreditar que Gerry não comeria sem um deles por perto.

Apesar de tensos com o risco, os filhos concordaram com a decisão do pai.

“Eles nunca se separaram”, diz Genece McChesney, um de seus nove filhos.

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