Expulsa de casa na adolescência, homossexual relata preconceito e dia a dia nas ruas

Diana chegou no limite e tentou voltar ao mercado de trabalho, e conseguiu ser contratada, mas segundo o relato dela, os patrões tinham receio dela, pois acreditavam que ela poderia roubar ou agir de forma desrespeitosa

A partir desta quarta-feira (21), a Revista DaGente estreia a coluna semanal '#InvisiveisDaGente' que tem como objetivo, contar a história de pessoas que muitas vezes passam despercebidas pela sociedade e autoridades, por exemplo.

Para começar, a reportagem vai relatar a história Diana Pâmela de 36 anos, de São Paulo, que muito cedo precisou enfrentar o preconceito, violência, frio, fome e tudo que o lado escuro do mundo pode oferecer.

Foto:Reprodução 

"O meu passaporte para ir morar sozinha foi quando assumi para a minha família que sou homossexual, na época eu tinha apenas 13 anos, e ninguém aceitou, mas eu me traumatizei e acabei criando um ódio do mundo, aos 15, quando fui espancada devido minha orientação", relata Diana.

Infelizmente a violência não parou. A intolerância cada vez mais presente fez Diana vítima novamente, desta vez, segundo ela, de três homens que resultaram numa deformação em uma de suas pernas.

No entanto, desistir nunca foi o 'forte'. Outra vez Diana se recuperou e foi em busca de emprego.

"Sempre busquei emprego, fiz minhas faxinas, enfim, sempre busquei trabalhar, independente da área ou lugar, porém chegou um momento na minha vida que as 'portas' e oportunidades se fecharam, foi então que me vi obrigada a partir para a prostituição", disse, completando que se ela contasse pelas situações que passou, o leitor podia até não acreditar.

Diana chegou no limite e tentou voltar ao mercado de trabalho, e conseguiu ser contratada, mas segundo o relato dela, os patrões tinham receio dela, pois acreditavam que ela poderia roubar ou agir de forma desrespeitosa.

Com isso, Diana acabou indo parar na rua, onde atualmente tem como abrigo para dormir, um viaduto em São Paulo.

"Para não morrer de fome eu peço esmola e pego latinha, mas nunca sei se vou ter o que comer no outro dia, por isso, eu só queria que as pessoas me vissem como um ser humano. Eu nasci assim, não escolhi. O preconceito e a falta de estudo me trouxeram até aqui", conclui Diana.

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