Estudante de direito entrou na justiça contra diferença de preço entre mulheres e homens em shows e baladas

Conversamos com um dos organizadores de eventos da região, e o mesmo nos garantiu que é uma forma de fazer a casa lotar. Haja vista que, desta forma, muitas mulheres irão marcar presença, e se tem mulheres os homens vão, e assim a festa é garantida.

Daniel Miranda/Revista DaGente
Estudante de direito entrou na justiça contra diferença de preço entre mulheres e homens em shows e baladas

É comum nas baladas a entrada gratuita para mulheres até determinada hora. Mas o que parece um simpático atrativo gerou a revolta de um estudante de direito: “Eles abaixam o preço para mulher porque a maior parte dos homens héteros vai querer ir. Fazem a mulher de produto, fazem o homem de trouxa para que ele pague o maior valor possível para eles ganharem mais dinheiro com isso”. O jovem entrou na Justiça para conseguir comprar ingresso para um show pagando o mesmo preço de uma mulher, alegando que homens e mulheres são iguais perante a lei. A juíza Caroline Santos Lima concordou: “Isso não encontra respaldo no Código de Defesa do Consumidor”. Em seu despacho ela diz ainda: ”Não pode o empresário usar a mulher como insumo, servindo como isca para atrair clientes do sexo masculino”. Esta é uma prática de quase todos os organizadores de eventos em todo o Brasil, em Dourados não é diferente! Existem muitas ofertas do tipo. Conversamos com um dos organizadores de eventos da região, e o mesmo nos garantiu que é uma forma de fazer a casa lotar. Haja vista que, desta forma, muitas mulheres irão marcar presença, e se tem mulheres os homens vão, e assim a festa é garantida.

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