Enfermeiro alega perseguição e pede suspeição de sindicância

No documento, Edvaldo de Melo Moreira solicita a impugnação da abertura da sindicância e descreve a suspeição do secretário.

O enfermeiro Edvaldo de Melo Moreira, servidor concursado da Prefeitura de Dourados, foi até a Procuradoria-Geral do Município (PGM) para denunciar que está sendo vítima de assédio moral e de perseguição. O enfermeiro, em documento protocolado na PGM, pede a suspeição do secretário de Saúde para efeitos de abertura de sindicância, pois segundo Edvaldo, o próprio Renato Vidigal encaminhou à secretária municipal de Administração, Elaine Terezinha Boschetti Trota, a Comunicação Interna de número 995/2018, pedindo, com base em denúncia anônima, a abertura de sindicância para investigar se Edvaldo Melo Moreira estaria desempenhando suas funções profissionais durante a vigência de atestado médico. No documento, Edvaldo de Melo Moreira solicita a impugnação da abertura da sindicância e descreve a suspeição do secretário.

 “Venho mui respeitosamente solicitar a suspeição do servidor Renato Oliveira Garcez Vidigal, por ter encaminhado ou permitido que documento sigiloso (de sua inteira responsabilidade e guarda), fosse exposto a órgão de mídia, antes mesmo que o documento fosse dado fé (tivesse sido protocolado). Tendo dessa forma, atrapalhado o processo mais importante de uma sindicância, que é a sua colheita de provas, viciando totalmente o processo”.

O servidor denuncia, ainda, que vem sendo vítima de assédio moral por parte do secretário Renato Vidigal há mais um ano, quando era presidente do Sindicato de Enfermagem e foi barrado em reunião na Secretaria Municipal de Saúde. “Na época, ele me impediu de participar da reunião e disse que se eu ficasse, ele sairia”, lembra Edvaldo. “O argumento era que eu estava criticando a gestão dele na Secretaria de Saúde, o que não correspondia com a verdade já que eu apenas defendia os interesses dos profissionais da Enfermagem”, relata.

 

Créditos: Marcos Santos (Marcão)

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