Documentado: Hospital Evangélico pede descredenciamento da oncologia do SUS

Parte do ofício relata ainda que “o Grupo de Oncologia do Hospital Evangélico suspenderá todas as suas atividades (ambulatorial, cirurgias eletivas, urgência e emergência oncológica)...

O Hospital Evangélico pediu o descredenciamento da oncologia, e não a Prefeitura de Dourados, como vem sendo divulgado em alguns veículos de comunicação.

Nas informações desencontradas publicadas pela mídia na última sexta-feira, consta que o administrador Niazy Ramos Filho, diretor-superintendente do Hospital Evangélico de Dourados informa que o município ‘insistiu’ em levar os serviços de alta complexidade em Oncologia para a de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), onde os pacientes serão tratados pelos médicos do Centro de Tratamento de Câncer Dourados (CTCD). Porém, como pode ser conferido nos documentos que a reportagem da Revista DaGente teve acesso, foi o próprio Hospital Evangélico que solicitou o descredenciamento.



"Vale ressaltar, que a Cassems está fazendo por uma tabela, e esta, tem o menor valor já pago na história da oncologia e vai receber apenas por aquilo que for produzir. Ou seja, se atendeu dez, irão receber apenas pelos dez." Ressaltou Renato Vidigal.

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Em outro trecho informa que o HE não tem interesse em continuar prestando serviços através do SUS por causa do valor ofertado. “Considerando que o Hospital Evangélico não tem mais interesse em continuar prestando serviço em tratamento oncológico através do Sistema Único de Saúde, com a remuneração ofertada, equivalente a uma tabela/SUS, tornando-se inviável manter a qualidade do tratamento aos pacientes oncológicos”.

Parte do ofício relata ainda que “o Grupo de Oncologia do Hospital Evangélico suspenderá todas as suas atividades (ambulatorial, cirurgias eletivas, urgência e emergência oncológica) em 30 dias, a contar a data de recebimento do documento, por entender que o serviço de oncologia do Hospital Evangélico será inquestionavelmente desativado a curto prazo, sendo da responsabilidade da gestão municipal assegurar o seguimento dos pacientes, assim como a continuidade do tratamento vigente.

O serviço de oncologia, inclusive, já está funcionando fora do Hospital da Vida. Desde quarta-feira (10) a Cassems está com todos os pacientes oncológicos que estavam no HV.

No ofício, a entidade diz ainda que a associação beneficente douradense, entidade mantenedora e administradora do Hospital Evangélico, solicitou a desabilitação ‘imediata’.

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