27 agrotóxicos foram detectados na água em Dourados, aponta levantamento

Foram compilados dados de 854.140 testes realizados no Brasil inteiro de 2014 a 2017 por meio do Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano).

Marcos Pierry
27 agrotóxicos foram detectados na água em Dourados, aponta levantamento

Um levantamento inédito feito com base em informações apuradas pelo Ministério da Saúde revela que 27 agrotóxicos foram encontrados na água considerada potável que abastece Dourados entre os anos de 2014 e 2017. O dossiê aponta ainda que 11 dessas substâncias estão associadas a doenças crônicas, como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos.

Publicada nesta segunda-feira (15) pelo Portal UOL, essa informação é fruto de investigação conjunta entre Repórter Brasil, Agência Pública e Public Eye, uma organização suíça. Foram compilados dados de 854.140 testes realizados no Brasil inteiro de 2014 a 2017 por meio do Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano). 

A reportagem diz que no país, uma a cada quatro cidades tem água considerável potável contaminada. Foram destacadas as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza (no Ceará), Manaus (Amazonas), Curitiba (Paraná), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Cuiabá (Mato Grosso), Florianópolis (Santa Catarina) e Palmas (Tocantins).

“Embora se trate de informação pública, os testes não são divulgados de forma compreensível para a população, deixando os brasileiros no escuro sobre os riscos que correm ao beber um copo d’água”, pontua a matéria assinada pelas jornalistas Ana Aranha e Luana Rocha.
 

Na publicação é possível ter acesso aos dados de municípios (clique aqui para conferir). Em Dourados há indicação de 27 agrotóxicos na água que abastece sua população. Dos 11 associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos, constam Alaclor, Atrazina, Carbendazim, Clordano, DDT+DDD+DDE, Durion, Glifosato, Lindano, Mancozebe, Permetrina e Trifluralina. 

 

Há menção a outras 16 substâncias, 2,4D+ 2,4,5T, Aldicarbe, Aldrin, Carbofurano, Clopirifós, Enossulfan, Endrin, Metamidofós, Metolacloro, Molinato, Parationa Metílica, Pnedimentalina, Profenofós, Simazina, Tebuconazol, e Terbufós.

Comentários

  • Welton
    Welton 16/04/2019 04h27min

    Então...como fica a população totalmente dependente desse sistema monopólico....nós com as contas em dia fazemos o quê? Se nem um poço pode ser feito...e aí sanesul....arrecadar pode ! Abastecer a população como é dito a propaganda com a "AGUA" potável não pode?